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segunda-feira, dezembro 05, 2016

"Dinossauros do Gobi" no Porto por Mark Norell

O famoso paleontólogo Mark Norell, Curador de Paleontologia do American Museum of Natural History de Nova York, está de novo em Portugal e desta vez dará uma palestra do Departamento de Geologia da Universidade do Porto.

Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2016, pelas 14:30
Departamento de Geologia da Universidade do Porto.
Título: "Dinosaurs from the Gobi: Ukhaa tolgod after 23 years"
Venha assistir!

Mark Norell no Museu da Lourinhã em 2013 (Foto:OM)

Recorde-se que este paleontólogo visitou o país em 2013 quando deu uma palestra na FCT-Universidade Nova de Lisboa e visitou o Museu da Lourinhã.

quinta-feira, novembro 24, 2016

Apelo à manutenção dos espécimes-tipo


Colecções museológicas de paleontologia.
Exemplo de Brigham Young University, Provo, EUA. Foto por OMateus.
Um conjunto de 500 cientistas / taxonomistas fazem um apelo a favor do procedimento taxonómico na manutenção de espécimes-tipo, num artigo que agora é apresentado na Zootaxa. O artigo é liderado pelo Português Luís Ceríaco (Villanova University), e por Eliéger Gutiérrez (Universidade de Brasília), e Alain Dubois (Museu de História Natural de França), e com muitos outros investigadores, dos quais participamos.

Quando se descreve uma nova espécie, ela é baseada num exemplar de referência, o espécime-tipo, ou holótipo. A questão de saber se as descrições taxonómicas que designam novas espécies animais sem espécime-tipo depositado em colecções devem ser aceitas para publicação em revistas científicas e permitidas pelo Código têm sido discutidas e postas em causa. Esta questão foi novamente levantada numa carta apoiada por 35 signatários publicada na revista Nature (Pape et al., 2016) em 15 de Setembro de 2016. Em 25 de Setembro de 2016, a seguinte refutação (estritamente limitada a 300 palavras de acordo com as regras editoriais da Nature ) Foi entregue à Nature, que em 18 de outubro de 2016 se recusou a publicá-la. Como pensamos que este problema é muito importante para a taxonomia zoológica, este texto é publicado aqui exactamente como submetido à Nature, seguido pela lista dos 493 taxonomistas e pesquisadores que estudam coleções, e que assinaram no curto espaço de tempo de 20 de setembro a 6 de outubro de 2016.

Correspondência
Em defesa de uma descrição de espécies sem espécimes preservados, alguns colegas deram recentemente argumentos que poderiam levar ao uso generalizado da taxonomia baseada em fotografia (TBF) (Pape et al., 2016). Nós 493 pesquisadores baseados na colecções refutamos esses argumentos.
O objetivo principal do Artigo 73.1.4 do Código - que tolera a nomeação de espécies descritas com base em ilustrações - é permitir a disponibilidade nomenclatural de nomes de espécies estabelecidos sem espécimes de referência antes da maturidade da taxonomia. No entanto, as descrições modernas não devem ser feitas sem provas materiais através de pelo menos um espécime de tipo "museu", que preserva muitos caracteres que não podem ser vistos em fotografias e permitir objetividade, reprodutibilidade e refutabilidade.
A delimitação de espécies é uma questão de taxonomia, não de nomenclatura, mas o trabalho taxonómico exige que esse espécime estabeleça uma ligação objetiva entre um nome e uma população natural, sem a qual a alocação do nome permanece incerta.
As espécies alegadas conhecidas apenas de fotografias podem ser referidas por nomes não científicos até que a recolha de um espécime permita descrições taxonómicas aceitáveis.
A revisão por pares, que não é exigida pelo Código, pode de facto ser útil para trabalhos taxonómicos, se realizada por árbitros competentes, mas tem-se mostrado repetidamente insuficiente para evitar descrições erróneas. O TBF promoverá a divulgação rápida de descrições mal revistas com base em "provas" não verificáveis.
O TBF é prejudicial para os campos da biologia que dependem da taxonomia: impedindo a aprovação de permissões para recolher- um grande incómodo para a taxonomia; Prejudicando a credibilidade e obstruindo os avanços na taxonomia, como pessoas sem treino / sem escrúpulos podem facilmente inundar "catálogos" de vida com táxones duvidosos; Aumentando a instabilidade e a imprecisão, uma vez que o escrutínio é dificultado pela falta de espécimes.
O Código deve ser reformado para evitar que artigos concebidos para lidar com contribuições desde as primeiras idades da taxonomia sejam usados ​​para justificar práticas desactualizadas que possam prejudicar a conservação da ciência e da biodiversidade.






Ceríaco et al.. 2016. Photography-based taxonomy is inadequate, unnecessary, and potentially harmful for biological sciences. Zootaxa. 4196, No 3 http://www.mapress.com/j/zt/article/view/zootaxa.4196.3.9/9439  PDF

quarta-feira, novembro 23, 2016

Palestra sobre uso de isótopos na geologia

Palestra: 
Isótopos radiogénicos e sua aplicação em estudos de proveniência de sedimentos
Por Prof. José Francisco Santos (Universidade de Aveiro)

25 de Novembro de 2016, Sexta-feira, 14:30 no Auditório da Biblioteca da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Caparica).  Ver como chegar à FCT-UNL 

Domínios de Investigação do palestrante: Petrologia e geoquímica de rochas ígneas e metamórficas. Cadeia Varisca Ibérica. Geologia isotópica. Estudos de proveniência. Geologia do Irão.





Enquadrado nas actividades do Mestrado em Paleontologia da FCT-UNL + UÉvora.
Organização: Departamento de Ciência da Terra FCT-UNL (Prof. O.Mateus)

domingo, novembro 06, 2016

Pegadas de pterossauros do Jurássico Português


Por serem de animais voadores e mais raros, as pegadas de pterossauros são relativamente pouco comuns quando comparadas com as de dinossauros, porventura também pela menor abundância, por produzirem menos pegadas durante o seu tempo de vida e pela dificuldade de serem reconhecidas.

Na Praia da Peralta, no Concelho da Lourinhã, foram recolhidas mais de 300 pegadas de pterossauro preservadas numa superfície com múltiplos trilhos em preenchimento natural, formando um molde de arenito. A jazida forneceu icnitos da mão e do pé, o que mostra claramente um caminhar quadrúpede, colocando uma pedras sobre a discussão de anos sobre se os pterossauros seriam bípedes. Além disso, esta pegadas mostram a existência de pterossauros Jurássicos muito maiores do que o que se conhece a partir de ossos.
Pegadas de pterossauro (ML1521) do Jurássico Superior, no Museu da Lourinhã

Pegadas de pterossauros (Pteraichnidae) do Jurássico Superior (Formação da Lourinhã, Kimmeridgiano/Titoniano) da Praia da Peralta foram o tema da tese de mestrado do agora Mestre Simon Kongshøj Callesen.

Simon nasceu na cidade de Esbjerg, Dinamarca, em 1989. No início de setembro de 2011, ingressou como estudante da Universidade do Sul da Dinamarca (University of Southern Denmark, Institute of Biology, The faculty of Nature Science) em Odense, Dinamarca. Lá ele obteve o grau de bacharel em Biologia em agosto de 2014 e agora o mestrado em Biologia em com a tese "New Pterosaur Tracks (Pteraichnidae) from the Late Jurassic of Praia da Peralta, Portugal", sob a nossa orientação e Prof. Dr. Donald Eugene Canfield.

A tese foi defendida dia 31 de Outubro em Odense e classificada com 12, a nota máxima n sistema dinamarquês.


sábado, outubro 22, 2016

Finalmente... parque e novo museu de dinossauros à vista!

Finalmente... parque de dinossauros e novo museu à vista! Após um desejo e luta de quase 20 anos, finalmente há perspectivas reais de termos o parque e novo museu dedicado à Paleontologia na Lourinhã. Parabéns a todos os envolvidos da PDL- Parque dos Dinossauros da Lourinhã, Câmara Municipal da Lourinhã, GEAL-Museu da Lourinhã, e a todos que acreditaram e apoiaram este projecto.
Trata-se de uma nova localização, com área de parque onde se poderá ver reconstituições de dinossauros e outros fósseis no exterior, e um novo espaço interior dedicado à museologia dos fósseis reais de dinossauros da Lourinhã. A gestão será privada, pela PDL, e com forte incentivos à Ciência.
Este investimento é o maior alguma vez feito num equipamento no concelho da Lourinhã e também representa um avanço significativo no apoio à paleontologia, como ciência.

Replicamos aqui a notícia do Público:



Parque de dinossauros à vista na Lourinhã

Terá 250 réplicas de dinossauros em tamanho real, exposições de fósseis e um laboratório científico. Início da construção previsto para 2017, abertura ao público para 2018.


O parque Jurássico da Lourinhã, que terá como atracções fósseis e réplicas em tamanho real de dinossauros, vai começar a ser construído em 2017, anunciaram esta quinta-feira os seus promotores, assegurando o financiamento através de fundos comunitários.
O promotor do projecto é a sociedade PDL – Parque dos Dinossauros da Lourinhã, empresa do grupo alemão detentora do Dinopark, um museu de dinossauros na cidade alemã de Münchenagen. Em comunicado, a sociedade PDL refere que a candidatura do projecto a fundos comunitários foi aprovada e que assinou com o Turismo de Portugal o contrato de co-financiamento para a criação do parque na Lourinhã – “um passo determinante para a concretização do projecto”.
Com o financiamento garantido, os promotores do projecto estimam desenvolver ainda este mês “medidas de preparação na área do parque” e apontam para 2017 a construção de um parque ao ar livre, com 250 réplicas de dinossauros em tamanho real, e de um edifício com área de exposição de achados de dinossauros com 150 milhões de anos, uma loja e um laboratório de preparação de fósseis. “Todo o complexo deve ser aberto ao público em 2018.”
À espera de 200 mil visitantes por ano, este é considerado um “projecto âncora para o desenvolvimento turístico” da região. O Parque Jurássico da Lourinhã vai ocupar, numa primeira fase, dez dos 30 hectares do terreno onde funcionou a antiga lixeira municipal. Desde há dez anos que a câmara municipal ambiciona ter um novo museu, para dar a conhecer os achados paleontológicos daquela que é considerada a “capital dos dinossauros” em Portugal.
Contudo, o projecto, cuja construção e a abertura ao público chegaram a ser anunciadas várias vezes, tem vindo a ser adiado por falta de financiamento. Para ser concretizado, foi redimensionado e o investimento foi reduzido de 20 para cerca de cinco milhões de euros.
Em 2011, o município alterou o Plano Director Municipal para viabilizar a construção do parque no Pinhal dos Camarnais e entregou o projecto a privados, cedendo por 50 anos o terreno.
Em Setembro de 2016, o município e o Grupo de Etnografia e Arqueologia da Lourinhã (GEAL) – que gere o actual Museu da Lourinhã e é o detentor do espólio e conhecimento científico – estabeleceram um protocolo com o promotor do parque, a que a Lusa teve acesso.
Ao abrigo da cooperação, as entidades locais autorizam a exposição dos achados de dinossauro no novo museu, continuando a investigação científica a ser feita por paleontólogos do GEAL.

No mapa-múndi da paleontologia

Após a abertura do parque, a sociedade PDL vai atribuir ao GEAL um apoio financeiro anual para as escavações, preparação e investigação científica dos achados. Esse financiamento será calculado em função do número de visitantes por ano: entre dez mil euros (até 50 mil visitantes) e os 130 mil euros (se ultrapassar os 300 mil visitantes), sendo 80 mil euros a verba a arrecadar por 150 a 200 mil visitas.

Ossos, desenho e réplica dos embriões de dinossauros da Lourinhã NUNO FERREIRA SANTOS
Mas, se a verba ultrapassar um milhão de euros ao fim de dez anos, pode cessar ou ser reduzida, motivo pelo qual, na última assembleia municipal, o PSD levantou dúvidas sobre o protocolo celebrado pela maioria socialista.
A Lourinhã tornou-se a “capital dos dinossauros” e também ficou conhecida mundialmente a partir de 1997, quando foi então revelada a descoberta de fósseis importantes – ovos com embriões de dinossauros carnívoros bípedes. Com 150 milhões de anos (do Jurássico Superior), os ovos fossilizados tinham sido encontrados em 1993 na praia da localidade de Paimogo. Estavam num ninho enorme, onde um grupo de fêmeas tinha posto mais de uma centena de ovos, e colocaram desde então a Lourinhã no mapa-múndi da paleontologia.
Já em 2013, a menos de dez quilómetros da praia de Paimogo, voltaram a descobrir-se mais fósseis de ovos, desta vez na praia de Porto das Barcas, na localidade de Atalaia. Mais exactamente, encontraram-se centenas de fragmentos de cascas de ovos, com ossos de embriões e dentes, também com 150 milhões de anos.
Estes dois achados (da praia de Paimogo e da praia de Porto das Barcas) são os fósseis de ovos de dinossauros carnívoros mais antigos do mundo. Outros fósseis, além dos ovos, têm sido encontrados na Lourinhã. Ovos ainda antigos, só os de dois dinossauros herbívoros, encontrados na África do Sul e na China, ambos com cerca de 190 milhões de anos.
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terça-feira, agosto 16, 2016

Paleontólogos portugueses numa expedição à Gronelândia para escavar dinossauros


Paleontólogos portugueses voltaram à Gronelândia para escavar dinossauros e outros fósseis com 210 milhões de anos. Durante 3 semanas de Julho e Agosto os paleontólogos Octávio Mateus e Marco Marzola, da FCT- Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã estiveram no leste da Gronelândia para escavar fósseis. Recorde-se que em 2012 a expedição científica tinha contado com a participação de Octávio Mateus que descobriu uma jazida com numerosos animais, entre os quais raros fitossauros, carnívoros aquáticos com um aspecto semelhante a um crocodilo.
A equipa da expedição deste ano contou apenas com quatro cientistas: além dois paleontólogos de Portugal juntaram-se Lars Clemmensen da Universidade de Copenhaga e e Jesper Milàn do Museu de Faxe, na Dinamarca.
A equipa acampou numa região que nesta altura do ano é acessível unicamente por helicóptero. Apesar da área ser tradicionalmente gelada, as temperaturas variaram entre os 7 e os 45ºC ao sol, o q ue é invulgarmente quente. A região é rica em fósseis do Triásico, incluindo pegadas e ossos dos quais e incluem alguns dos mais antigos dinossauros. A expedição descobriu pegadas, fitossauros, dinossauros, plesiossauros e peixes, que agora serão estudados em Portugal e na Dinamarca e irão enquadrar o doutoramento que Marzola está a desenvolver sobre os anfíbios e répteis fósseis daquela região.

Gronelândia. Aspecto da escavação vista de drone.
Chegada ao local de acampamento e escavações.
Portugal também tem fitossauros e outros fósseis da mesma idade em terrenos do Triásico do Algarve.

quarta-feira, julho 13, 2016

Apresentações no Encontro de Paleontologia de Vertebrados em Haarlem


O EAVP (European Association of Vertebrate Paleontologists) é uma das maiores associações para paleontólogos de vertebrados da Europa e uma das mais importantes do mundo. O congresso do EAVP é um evento anual que nos permite transmitir a nossa investigação a um público de centenas de especialistas e aficionados. Este ano, realizou-se a XIV edição no Museu Teylers em Haarlem, nos Países Baixos, do dia 6 até ao dia 10 de Julho.
A representação portuguesa incluiu três membros da FCT-Universidade Nova de Lisboa + Museu da Lourinhã.

O Dr. Miguel Moreno-Azanza,  investigador da Universidade Nova de Lisboa, apresentou uma palestra sobre cascas de ovos de tartaruga do Eocénico de Espanha, com 41 milhões de anos. Estas cascas de ovos foram encontradas em uma antiga planície do delta dos Pirinéus Aragoneses, num local com ossos abundantes de sirénios antepassados dos manatins e tartarugas de água doce. Esta colaboração inclui outros investigadores, nomeadamente Ainara Badiola Kortabitarte (Universidad del Pais Vasco/Euskal Herriko Unibertsitatea - Espanha), e Ester Díaz Berenguer, Roi Silva e José Ignacio Canudo, da Universidad de Zaragoza (Espanha).

Por sua vez, o doutorando Marco Marzola, investigador da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade de Copenhaga (Dinamarca), apresentou um trabalho sobre anfíbios e répteis do Tardo Triásico da Gronelândia, com especial destaque para algumas das mais velhas tartarugas do mundo, com uma idade compreendida entre 208 e 209 milhões de anos. O trabalho foi em colaboração com o prof. Octávio Mateus (orientador,  Universidade Nova de Lisboa), o Dr. Oliver Wings (Landesmuseum, Hanôver - Alemanha), a Dra. Nicole Klein (Naturkundemuseum am Löwentor, Estugarda - Alemanha), o Dr. Jesper Milàn (Geomuseum Faxe - Dinamarca) e o prof. Lars B. Clemmensen (coorientador, Universidade de Copenhaga).

A terceira apresentação ficou a cargo do Mestre João Muchagata Duarte, investigador das Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Évora, que apresentou um trabalho sobre estruturas sexuais secundárias reconhidas em crânios de baleias de bico extintas do Neogénico de Portugal, com idades compreendidas entre os 6 e os 20 milhões de anos.  O seu trabalho foi realizado com a colaboração e supervisão do prof. Octávio Mateus e prof.a Ausenda Balbino (Universidade de Évora).
A XV edição do congresso EAVP realizar-se-á em 2017, do dia 31 de Julho até ao dia 4 de Agosto, no Museu de Paleontologia de Munique na Alemanha.
João Muchagata, Marco Marzola e Miguel Moreno-Azanza no XIV EAVP Meeting



Marzola, M., Mateus O., Wings O., Klein N., Mìlan J., & L.B.Clemmensen (2016).  The herpetofauna from the Late Triassic of the Jameson Land Basin (East Greenland): review and updates. XIV EAVP Meeting. 182., Haarlem, The Netherlands: XIV EAVP Meeting, Programme and Abstract Book

Muchagata, J., & Mateus O. (2016).  Sexual display and rostral variation in extinct beaked whale, Globicetus hiberus. XIV EAVP Meeting. 136., Haarlem, The Netherlands: XIV EAVP Meeting, Programme and Abstract Book

M. Moreno-Azanza, R. Silva, E.D. Berenguer, J.I. Canudo, and A. Badiola . 2016. HIGH CONCENTRATIONS OF TURTLE EGGSHELLS (TESTUDOOLITHIDAE) IN AN EOCENE DELTAIC PLAIN (SOBRARBE DELTAIC COMPLEX, NORTHERN SPAIN). XIV EAVP Meeting. 136., Haarlem, The Netherlands: XIV EAVP Meeting, Programme and Abstract Book

domingo, junho 26, 2016

Mestrado em Paleontologia, inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o Mestrado em Paleontologia numa iniciativa conjunta entre a FCT- Universidade NOVA de Lisboa e a Universidade de Évora.

Esta é a 5ª edição deste mestrado que está a ter grande sucesso e que pretende treinar a nova geração de paleontólogos de Portugal e da Europa.

Aprender sobre paleontologia e fósseis é apaixonante e cativante! É uma disciplina multidisciplinar para uma carreira científica e Portugal é muito rico de fósseis o que oferece dezenas de oportunidades entusiasmantes pela frente. 

Informações e candidaturas (FCT-UNL): http://www.fct.unl.pt/ensino/curso/mestrado-em-paleontologia 



quinta-feira, maio 26, 2016

Vertebrados Fósseis dos Distritos de Leiria e Santarém (Norte) no III Fórum sobre Património


Vertebrados Fósseis dos Distritos de Leiria e Santarém (Norte) serão tema de conversa amanhã no III Fórum sobre Património Natural, Etnográfico e Arqueológico “Na rota dos Mosteiros Património da Humanidade - Alcobaça, Batalha e Tomar: outros patrimónios a salvaguardar”, que se realizará no dia 27 de maio de 2016, no Auditório do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha.



A nossa apresentação será sobre "Vertebrados Fósseis dos Distritos de Leiria e Santarém (Norte)". Uma selecção de um vertebrado fóssil mais interessante ou icónico de cada concelho dos distritos de Leiria e Santarém (norte) permite uma visão geral da riqueza paleontológica da região e do país.

Dos 16 municípios do distrito de Leiria, conhecem-se vertebrados fósseis em doze: Alcobaça, Avaiázere, Batalha, Caldas da Rainha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Óbidos, Peniche, Pombal e Porto de Mós. No norte do distrito de Santarém (acima da latitude 39.4ºN) conhecem-se vertebrados nos concelhos de Ourém, Tomar, Alcanena, Ferreira do Zêzere, Torres Novas.

Palestra "Mosasaurs and the reptile conquest of the sea"

Palestra "Mosasaurs and the reptile conquest of the sea"  por Michael Polcyn (SMU, Dallas, USA)
27 de Maio de 2016 pelas 10:30

Local: Ed. IX, sala 3.34- Departamento de Ciências da Terra, Faculdade de Ciências e Tecnologia, FCT, Universidade Nova de Lisboa, 2829-526 Caparica


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Artwork by MCDinosaurhunter CC BY-SA 3.0 


Evolução de mosassauros e grandes répteis mesozóicos na sua adaptação ao meio marinhos e implicações anatómicas, ecológicas e evolutivas. 

Enquadrado no Mestrado em Paleontologia (FCT-UNL+UÉ)

sexta-feira, maio 20, 2016

Baleias-de-bico em nova tese em paleontologia por João Muchagata


A estrutura bizarra no crânio da baleia-de-bico extinta Globicetus hiberus levou à tese por João Muchagata integrado no Mestrado em Paleontologia da FCT-Universidade Nova de Lisboa + Universidade de Évora. Parabéns ao João Muchagata que agora é Mestre com uma classificação de 18 valores.



Data: 18 de Maio de 2016
Mestrado em Paleontologia
Dissertação: "Função, dimorfismo sexual e variação intraespecífica das estruturas rostrais bizarras na baleia-de-bico extinta Globicetus hiberus"
Júri: Doutores Carlos Ribeiro (UÉ), Mário Estevens (CM Almada) e Octávio Mateus (FCT-UNL, orientador).

Defesa de tese de João Muchagata: candidato, júri e orientadores.


Resumo: Zifídeos são odontocetes ecolocalizadores capazes de efetuar mergulhos de grande profundidade. O recentemente nomeado Globicetus hiberus do Plioceno, exibe uma peculiar e grande esfera óssea no rostro, o processo mesorostral da pré-maxila ou MPP. A origem e função do MPP é misterioso, mas algumas hipóteses são abordadas: 1. malformação, doença ou deformidade; 2. lastro; 3. luta intraespecífica; 4. reflexão e orientação do feixe de som; 5. aumento da velocidade das ondas sonoras; 6. barreira sonora; e 7. órgão sexual. Algumas hipóteses são rejeitadas (1, 2, 6), outros podem desempenhar um papel secundário (3, 4, 5) e sugerimos o órgão sexual secundário (7) como a melhor hipótese. O MPP varia de tamanho nos seis espécimes estudados. Durante a vida, o MPP cresce alométricamente nos machos, mas não nas fêmeas, o que sugere que é um caso de dimorfismo sexual. Estas baleias seriam capazes de detetar ossos como imagens ecóicas distintas, portanto, o MPP poderia funcionar como um órgão sexual secundário, a chamado hipótese das “hastes internas”.

quinta-feira, maio 12, 2016

NOVApaleo'16: Programa do simpósio

Decorre amanhã, 13 de Maio de 2016, o Simpósio de Paleontologia NOVApaleo, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, com a seguinte programação:



08:30h – 9:00 Receção dos Participantes
9:00 – 9:15h Sessão de Abertura
9:15h – 10:15 – PALESTRA: Moluscos del Mioceno de Portugal. Paleoecologia e Patrimonio Geologico / Prof. José Angel González-Delgado & Prof. A. M. Martínez-Graña (Univ. Salamanca)
10:15 – 12:45 – Comunicações  (duração 12 min. + 3 min. discussão)
Rúben Domingos, Pedro Callapez, Paulo Legoinha, Pedro Correia, Ausenda Balbino (2016)  - Contributo para o conhecimento paleontológico do Devónico do Anticlinal de Valongo (Portugal)
Catarina Caprichoso, Artur A. Sá, Paulo Legoinha (2016) - The endemic species “Homalonotus mendes-correiai” (Trilobita: Devonian) from São Mamede, Portugal – a revision
Patrícia Rita, M. Reolid, Luís V. Duarte (2016) - Efeitos do EOA-T nas dimensões das carapaças de foraminíferos no perfil de Peniche (Bacia Lusitânica)
Bruno C. Pereira, Pedro Pereira, Carlos Neto Carvalho, Susana Machado, Lia Mergulhão, José Anacleto, Jorge Carvalho (2016) - Echinoderms from Cabeço da Ladeira, Porto de Mós (Portugal): an update
11:15-11:30 cofee-break
Alexandre Guillaume, Francisco Costa, Octávio Mateus (2016) - Stegosaur tracks from the Late Jurassic of Portugal new occurences and perspectives
Miguel Moreno-Azanza, Blanca Bauluz Lázaro, Octavio Mateus, Manuel Tricas (2016) - Sliced eggs: the use of thin sections in the study of eggshells
Simão Mateus, Ausenda Balbino, Paulo Legoinha,Filipe Barata (2016) - Main mesozoic portuguese tetrapod fauna and an exhibition proposal methodology
João Pereira, Pedro Callapez,Paulo Legoinha (2016) - O Cenomaniano Superior de Tentúgal (Coimbra): estratigrafia, microfácies e análise tafonómica de Vascoceras (Cephalopoda, Ammonoidea)
Pedro Oliveira, Lígia Castro, Zélia Pereira, Pedro Callapez (2016) - Contributo para o conhecimento de quistos de dinoflagelados do Cretácico Superior de Portugal: estudo das associações lagunares do Cenomaniano da Nazaré.

Tarde
14:30-15:15 – PALESTRA: Sobre a pesquisa de vertebrados não-marinhos no Miocénico da Bacia do Tejo / Prof. Telles Antunes (UNL e Academia das Ciências de Lisboa)
15:15 – 16:30 – Comunicações  (duração 12 min. + 3 min. discussão)
Pedro R. Fialho, Ausenda Balbino, Miguel Telles Antunes (2016) - Seláceos do Langhiano da Bacia do Baixo Tejo (Brielas, Portugal)
Joana Ferreira, Francisco Sierro, Paulo Legoinha (2016) - Foraminíferos de Montemayor-1 (Huelva, Espanha) e inferência de mudanças climáticas de há 5,6 a 5,5 Ma
João Muchagata, Octávio Mateus (2016) - Tales from the deep: fossil ziphiids from the Atlantic sea floor, Southwest of the Farilhões Islands, Portugal
João Marinheiro, Octávio Mateus, A. Alaoui, F. Amani, M. Nami, C. Ribeiro (2016) - Report on Holocene Cave Fauna from Taghrout, Morocco
Simão Mateus, Ausenda Balbino, Paulo Legoinha, Filipe Barata (2016) - Panorama legal da Paleontologia portuguesa
POSTERS
Joana Damas, Pedro Callapez, Paulo Legoinha (2016) - Sobre o histórico de estudos de equinídeos do Neogénico português
João Barros, Pedro Callapez, Pedro Dinis (2016) - Contribuição para o conhecimento da malacofauna holocénica do litoral de Angola: Moluscos marinhos da restinga de Tômbwa (Namibe)
16: 30 - Sessão de encerramento
Dia 14 de Maio

9.00h -18h – Workshop - Curso ‘R’

quarta-feira, maio 04, 2016

Alberto no Mundo dos Dinossauros


Hoje é lançado um livro infantil sobre dinossauros, o "Alberto no Mundo dos Dinossauros" escrito por Cidália Fernandes e Fedra Santos.
Trata-se um um livro em que a personagem principal, um menino chamado Alberto, vê-se num sonho mergulhado no Mesozóico. O interessante da história é que refere géneros de dinossauros portugueses como o Lusotitan, Supersaurus, Lourinhanosaurus, Miragaia e Torvosaurus, que ocorrem no Jurássico Superior na Formação da Lourinhã. A tartaruga Rosasia soutoi, do Cretácico de Aveiro, também é elencada na história.

É a primeira vez que alguns destes género chegam à cultura e literatura popular (i.e., não-científica) e é sempre um prazer quando a cultura e a ciência se encontram,

Título: Alberto no Mundo dos Dinossauros
Autor(a): Cidália Fernandes
Ilustração: Fedra Santos
N.º de páginas: 37
Formato: 225mm x 225mm
Alberto e um dinossauro, desenhado por Fedra Santos.

ISBN: 978-989-734-084-0
Preço: 9.95€